Eram 10h.
O sol escondia-se por detrás das nuvens que o ofuscavam. O vento soprava com uma precisão que balançava os galhos de árvores despidos de folhas. Os bancos estavam vazios, humedecidos por uma atmosfera cinzenta. A água do lago paralisada. Os pássaros ausentes. E um doloroso silêncio interrompido por grossas pingas de chuva que me escorriam pela pele. Eu, sem sentir. Não sentia o frio nem o molhado. Sentia a tua ausência presente em cada dor.
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