Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Dos meus livros

O melhor está para vir em imagens - VI

Peça já o seu exemplar autografado através do email: susanasilvaautora@gmail.com se preferir adquira-o em  wook ,  fnac  ou  Bertrand

O melhor está para vir em imagens - V

Peça já o seu exemplar autografado através do email: susanasilvaautora@gmail.com se preferir adquira-o em  wook ,  fnac  ou  Bertrand

O melhor está para vir em imagens - IV

Peça já o seu exemplar autografado através do email: susanasilvaautora@gmail.com se preferir adquira-o em  wook ,  fnac  ou  Bertrand

O melhor está para vir em imagens - III

Peça já o seu exemplar autografado através do email: susanasilvaautora@gmail.com se preferir adquira-o em  wook ,  fnac  ou  Bertrand

O melhor está para vir em imagens II

Peça já o seu exemplar autografado através do email: susanasilvaautora@gmail.com se preferir adquira-o em  wook ,  fnac  ou  Bertrand

O melhor está para vir em imagens I

Peça já o seu exemplar autografado através do email: susanasilvaautora@gmail.com se preferir adquira-o em wook , fnac ou Bertrand

O melhor está para vir, o livro IV

"A tua alegria era tal que ninguém ao teu lado estava triste. Davas força a todos, apenas com o teu sorriso. Sempre acreditaste que tudo ia correr bem, e fizeste-me acreditar. Entretanto começaste os teus tratamentos e continuavas a ir várias vezes por semana ao hospital. Havia dias que vinhas mais murcha, que chegavas e o teu sorriso era parco. Nesses dias enroscavas-te no sofá e eu ao teu lado, sentada no chão, fazia-te festinhas na mão, sem nada dizer. Mas noutros dias vinhas feliz e falavas-me de médicos e enfermeiros de encantar, de narizes vermelhos, músicas e cores. Nesse castelo de encantar que descrevias conheceras muitos meninos como tu. Príncipes e princesas. Carecas, com sorrisos rasgados e olhos brilhantes."

O melhor está para vir, o livro III

" - Anita, vamos ver a Amália, que já está em casa. Saltei do sofá com a frase da minha mãe. Já tinham passado tantos dias, que já não os conseguia contar, desde a última vez que estivemos juntas. Estava cheia de saudades. Estava pronta, à porta, num minuto. Caía uma chuva forte, e estava frio, embora a primavera já tivesse chegado, tinha-se afastado sorrateiramente. A minha mãe pegou num guarda-chuva branco que abriu para mim e noutro preto para ela, e seguimos pela rua até chegar à tua casa. O meu coração parecia que ia saltar pela boca tal era o meu entusiasmo. Quando cheguei a tua casa tive de lavar as mãos muito bem, por indicação da tua mãe. Tu estavas no sofá da tua enorme sala. Sentada. Aproximei-me de ti, lentamente, parecias estar a dormir. As nossas mães estavam logo atrás a falar muito baixinho. Sentindo que eu me aproximava levantaste o rosto para mim e sorriste: - Anita… A tua voz era frágil, e o teu rosto muito magro. Os olhos pareciam saltar-te da fac...

O melhor está para vir, o livro II

" Ao jantar perguntei finalmente à minha mãe: - Porque é que a Amália vai para o hospital? A minha mãe fez um esforço para me explicar da melhor forma possível para o meu entendimento da altura: - Ela tem um bichinho mau dentro dela e tem que o tirar. - fez algum tempo de silêncio, até continuar - É um bocadinho perigoso, mas ela é forte. E tu tens de ser forte por ela. Deves rezar por ela e pelos pais dela. - Se é a Amália que está doente, porque é que tenho de rezar pelos pais dela? - perguntei, mas não obtive resposta. Comi então, em silêncio. Depois de levantar a mesa, fui para o quarto. Queria chegar lá antes da minha mãe. Precisava de ter uma conversa, em privado. Fui direita à cómoda e tirei o cruxifixo que lá estava. Ajoelhei-me ali, no chão, com aquela cruz na mão, benzi-me e comecei a minha conversa: - Olá Deus, sou eu a Anita. Hoje quero pedir-te que cuides da minha amiga Amália. Ela foi para o hospital para lhe tirarem um bichinho que ela tem de...

O melhor está para vir, o livro I

"   Na manhã seguinte acordámos e tu só querias ir para a piscina, mas a tua mãe não deixou porque não te podias cansar. Eu achava um exagero. Tu estavas bem. Estavas perfeita como sempre. O almoço foi especial. A tua avó esteve connosco. Deu-te muitos mimos, beijinhos e colo mas não falou muito. A minha mãe chegou logo a seguir ao fim da refeição, enquanto eu ainda ajudava a dona Rita a levantar os pratos da mesa, apesar da sua insistência para que não o fizesse. - Agora temos de ir, Anita. - disse-me a minha mãe - A Amália já vai sair. - Oh… fica mais um bocadinho, por favor – disse a Amália. A dona Rita aproximou-se e envolveu-te nos seus doces braços de mãe: - Agora temos de ir para o hospital. Afinal era verdade. A Amália estava muito doente. Eu só tinha ido ao hospital quando parti um braço e quando o Chico me acertou com uma pedra na testa, abrindo um rasgo na minha cabeça. Mas tu estavas bem. Eu estava a ver. - Mas a Amália não está doente. - disse e...

Do livro "Ao som dos tambores"

"– É melhor para si falar, conte-nos tudo o que sabe. – Disse o mais magro de modo muito sereno Gil sabia que não tinha muitas opções, teria que falar. – Nesse dia acordei e estava sozinho no mundo. – Disse – Desenvolva, desenvolva. – Ordenou o gordo Gil descreveu sucintamente o sucedido, era melhor despachar aquilo: – Acordei como num dia normal, mas tinha desaparecido toda a gente, a televisão não funcionava, a internet não dava notícias novas, ninguém me atendia nem respondia às chamadas. Depois fiquei em casa, de onde, de vez em quando ouvia carros a passar, vi pessoas a ir buscar comida à loja em frente à minha casa, um dia um homem que passava, viu-me na varanda e atirou uns tiros, felizmente não me acertou… – parou por uns instantes, os tiros tinham feito marcas no exterior da varanda, certamente que lá existiriam as marcas, poderia ser uma prova do que ele dizia, mas seria melhor não mencionar isso, tal como os companheiros com quem dividiu casa no último a...

do livro "O melhor está para vir"

" Chegada à escola entrei e sentei-me no lugar onde costumava ficar. Ao meu lado não se sentou ninguém. Era o teu lugar. Os pais dos alunos estavam todos juntos, perto da porta, dentro da sala de aula, e após algumas palavras da professora foram convidados a sair. Enquanto todos os pais viraram as costas dirigindo-se ao exterior, a minha mãe caminhou na minha direção. Baixou-se junto a mim, acolheu o meu rosto com ambas as mãos, encostando-o ao dela e disse-me: - Vai correr tudo bem, meu amor. O melhor ainda está para vir. E dando-me um beijo na testa levantou-se afagando-me a cabeça. Eu acreditei tanto naquelas palavras da minha mãe. Senti-me mais serena e o aperto do meu peito aliviou-se por um pouco. Ainda havia sentido. As mães têm este dom de acalmar os corações contritos. Eu não dei um beijo à minha mãe, queria tanto tê-lo dado. " do livro "O melhor está para vir" ---- imagem: pixbay

do livro "O melhor está para vir"

" Todos os dias eu pedia para te ir ver. Então um dia o teu pai levou-nos, a mim e à minha mãe. E eu vi-te. Eu ia com medo de te ver, e de como te ia encontrar, mas ia feliz por te voltar a ver. Ao passar vi-te através de uma janela e continuei para a porta para entrar. O teu pai impediu-me, explicando-me que apenas te podia ver dali, que não podíamos entrar. Tu estavas a sorrir e pudemos falar um bocadinho. Estavas muito pálida, mas voltaste a falar-me do mundo de encantar de médico e enfermeiros, de narizes vermelhos, músicas e cantigas. Parecias-me bem. Mas ouvi o teu pai a dizer com lágrimas nos olhos que estava muito mau. O que é que poderia estar mau. Tu estavas ali a sorrir. Naquele dia pedi à minha mãe e fui até à igreja. Queria rezar a Deus, mas achei melhor ir a casa dele. Para ter a certeza que ele me ouvia melhor. Entrei, ajoelhei-me, benzi-me e pedi muito a Deus por ti. Quando saí lembrei-me que a minha mãe tinha pedido para rezar também pelos teus pais, então,...

Do livro "Ao som dos tambores"

"Subitamente acordam com o retorno do barulho, desta vez, ensurdecedor dos tambores. Teresa entrou em grande ansiedade, parecia-lhe diferente desta vez, era tal qual na noite do desaparecimento de toda a gente. Rapidamente Pedro, trazendo Dinis ao colo chegou ao quarto e, entrando sem bater, sentiu-se constrangido por encontrá-los ali juntos. Mas nenhum deles teve tempo para pensar muito no assunto, rapidamente foram espreitar à janela e viram as ruas completamente vazias e o céu sem nuvens. Eles ali ficaram à espera que o som terminasse. Os seus corações batiam aceleradamente, do rosto de Teresa irrompiam lágrimas sem parar, e o pânico estava estampado nos seus rostos. Dinis tremia nos braços de Pedro, mas não chorava, com os olhos muito abertos e a chupeta na boca, parecia o mais sossegado. O som parecia pairar agora sobre eles, parecia vir da rua. Gil voltou à janela para espreitar e ficou boquiaberto com o que viu. – O que foi? – O que vês? Ao silêncio de Gil...

Um ano de "O Melhor está para vir"

Foi há um ano que foi apresentado o livro “O Melhor está para vir”. Numa tarde de domingo fria, vi-me rodeada de amigos, que aqueceram aquele auditório para conhecer este meu livro. Este projeto foi, de todos os que já realizei, o mais gratificante. Ver que chegou a todos os continentes e que tocou os leitores foi (e continua a ser) uma experiência incrível. Esta é uma história de ficção, mas que é tão real que poderia ser a minha ou a sua. Acho que é por isso que este livro toca a tantos que o lêem. Quando me propus a escrever este livro desafiei-me a transmitir emoções. Gostava que o leitor se comovesse, chorasse, risse, quisesse abraçar as personagens, mas acima de tudo que se comovesse com a sua vida, que descobrisse gratidão na sua própria vida. Não estava à espera que no retorno dos leitores recebesse, eu própria, o mesmo. As histórias incríveis de leitores que conheci, as pessoas extraordinárias que me escreveram partilhando as suas próprias histórias. Não esperava tant...

Do livro "Ao som dos tambores"

"Pedro atento à estrada, embora estivesse mais preocupado com o carro, pois os travões não lhe pareciam grande coisa, e o jipe chiava como se já não pisasse asfalto há vários anos. Sempre que se aproximavam de uma povoação Pedro apertava a buzina algumas vezes, para que, se alguém ali estivesse, tivesse oportunidade de se mostrar, mas o veículo nem parava, enquanto os ocupantes olhavam pelos retrovisores. Iam observando a paisagem, e relembrando o que costumavam ver, quando por aqui passavam. A maior parte das casas eram de pedra e tinham um ar bastante escuro, com as janelas de madeira com uns quadrados em vidro que deixavam ver cortinas de renda branca. Numa destas casas típicas, Gil pareceu ver um rosto, que desapareceu atrás da cortina:  – Pára!!! – Gritou de tal modo que assustou Pedro – Que foi? Estás maluco? – Pedro tinha parado o carro, o que não estava nos seus planos, mas o susto foi tal, que instintivamente carregou no travão – Vi ali alguém. Ali naquela ...

do livro "O melhor está para vir"

"Tu sorriste, novamente, por baixo da máscara. Estavas já cansada, e notava-se a falar. - E agora já passou? - Perguntei. - Ainda não. Ainda tenho de fazer muitos tratamentos. Mas as pessoas são muito minhas amigas e divertidas. Custa menos assim. Eu já não sabia o que te dizer. Podia contar-te as coisas da escola, mas pensei que não quisesses saber. Eu não te podia cansar. Por isso fiquei calada, a ver o filme que estavas a ver antes de eu chegar. Acabaste por adormecer. E eu fiquei ali a segurar a tua mão. Parecias tão frágil agora. Ouvi os passos e as vozes das nossas mães a chegarem e fiz de conta que também estava a dormir, na esperança de que me deixassem ficar ali mais um bocadinho. Sentia um aperto enorme na barriga, alguma coisa me dizia que deveria ficar ali. Mas não resultou. A minha mãe aproximou-se, tocou-me no ombro e disse-me: - Anita, vamos embora. Eu abri os olhos e larguei a tua mão muito devagar. Despedi-me da tua mãe e saí junto com a minha. Se...

Do livro "O melhor está para vir"

" Estavas em casa há cerca de oito dias quando me pediste para eu dormir contigo. Os nossos pais deixaram e eu fiquei muito feliz.  Deitei-me ao teu lado, naquele teu aconchegante leito. Sentia uma tristeza no meu coração que não conseguia decifrar, mas que tentava afastar continuamente. Ligámos o teu candeeiro de estrelas e ali ficámos a olhar para as estrelas a rodar no teto.  Adormeceste primeiro. Eu fiquei a olhar para ti. Tinhas um sorriso, o mesmo de sempre. A tua respiração era lenta, eu sabia como quem não quer saber. Eu sabia mas não queria acreditar que o fosse. Estavas tão serena e bonita. O teu cabelo começara a crescer.  Em breve as aulas recomeçariam e iríamos juntas para a escola.  Não deixei a tua mão, dei-te um beijo na cara e tu sorriste, porque o sentiste. Fiquei sem saber se estavas acordada ou a dormir. Mas deixei-te descansar.  Gosto muito de ti, minha querida princesa. Queria pedir-te um abraço, como quero ainda hoje. Dás-me um abr...

do livro "Ao som dos tambores"

– Pedro acorda! Acorda! Pedro dormia profundamente, mas Gil abanava agora o colega.  – Que foi? – Ainda estremunhado tentou levantar-se, sem ter noção onde estava. O dia anterior tinha permitido que se deleitasse no sono com tal afinco, que nem se lembrava dos acontecimentos dos últimos dias.  – Não estás a ouvir? – Dizia Gil, com os olhos muito abertos marcados pelo medo. Na mão trazia uma pequena lanterna que iluminava muito tenuemente a divisão. Pedro saiu da cama com algum cuidado para não despertar o bebé e deixou-se levar pelo companheiro que o puxava pela camisola. – Não estás a ouvir? Parecem tambores. Pedro concentrou-se. Ao longe ouviam-se umas batidas fortes ritmadas, que de facto, pareciam tambores. – Sim, estou a ouvir – disse com voz relativamente calma para a situação o que irritou Gil. – Quando estava em casa ouvi por duas vezes este som, que depois desaparecia ao fim de algum tempo. Parecia vir do lado da serra. Aproximaram-se da janela da...

Do livro "O Melhor está para vir"

- Anita, anda, veste-te. Vamos a casa da Amália. Senti logo uma energia grande que despontou dentro de mim. Vesti-me rapidamente e fui ter com a minha mãe à cozinha, que já me tinha preparado um pão com manteiga e um leite que ela julgava morno, mas que me queimou mal o pus na boca. Ela tinha a tristeza estampada no rosto, os olhos tinham pouco brilho e sentou-se à minha frente na mesa. - A dona Rita ligou a pedir para ires brincar um bocadinho com a Amália, ela está doente, precisa de companhia. Amanhã vai ao hospital e talvez tenha que ficar lá uns dias. Senti um murro no estômago que ia empurrando o pão, que acabara de comer, para cima. - Está doente? Tem gripe? - Perguntei desconhecendo as verdadeiras proporções daquela informação. - Não minha querida, não é gripe. - Disse a minha mãe, sem me olhar nos olhos porque os dela lacrimejavam. O dia estava frio e cinzento embora não chovesse. Segui feliz, desvalorizando a informação que a minha mãe me dera. Ao chegar ...